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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

                 Real perde  oitenta por cento o                              poder de compra
Em 1º de julho de 2015, o Plano Real completou 21 anos.
Segundo o matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho, a inflação acumulada de 1/7/1994 até 1°/7/2015, medida pelo IPCA, é de 402,4% (considerando um IPCA estimado em 0,7% em junho de 2015).
Em decorrência desse fato, a cédula de R$ 100 perdeu 80,1% do seu poder de compra desde o dia em que passou a circular.
Apesar de o valor de face da cédula indicar R$ 100, o poder de compra da nota atualmente é de apenas R$ 19,90.  "O valor da moeda foi reduzido a um quinto nesses 21 anos", diz Vieira Sobrinho.Governo do PT faz real ser moeda mais desvalorizada frente ao dólar em agosto
Fernando Henrique Cardoso deixou a Lula o Plano Real, que nos primeiros tempos de vida, apesar de sua ascensão, era bastante criticado pelo PT à época em que o partido era de oposição. O então presidente petista largou as críticas e resolveu prosseguir o plano de FHC. Não mudou. Dilma Rousseff apareceu e o real continua o mesmo.
O PT, sem capacidade de criar um plano à altura do real, começou a estragá-lo. Além de não conseguir fazer melhor, levou nossa moeda à desvalorização. Defendo o Plano Real. É uma ideia que promete longevidade. Por outro lado, a moeda nacional vive sofrendo torturas pela atual equipe econômica.
O real é a moeda que mais se desvaloriza frente ao dólar no mundo neste mês de agosto. Até ontem, apresentava queda de 4,68%. Desde o começo do ano, acumula desvalorização de 14,66%, segundo dados das agências Bloomberg e CMA. De quem é a culpa? Para os petistas, é de Fernando Henrique.
Leiam reportagem do O Globo:
O mau desempenho da economia brasileira e a perspectiva de que os Estados Unidos retirem os estímulos monetários à sua economia causaram uma fuga de investidores em busca de ativos mais seguros. No mundo, o real é a moeda que apresenta a maior desvalorização frente ao dólar em agosto até o dia 20: 4,68%. A rúpia (Índia) e o rand (África do Sul), por exemplo, desvalorizaram-se 4,52% e 2,79% no mesmo período, respectivamente. O peso mexicano, perdeu 1,87% e o dólar canadense, 1,11%. O rublo (Rússia) se valorizou 0,23%. Já o euro ficou 0,9% mais forte e a libra esterlina, 3,03%. Os dados são da agência Bloomberg e da CMA.
Não é a primeira vez este ano que o mercado financeiro observa este movimento. Em junho, mesmo após o alerta do governo de que este é um movimento global, a moeda brasileira desvalorizou cerca de 5% somente nos 24 primeiros dias do mês.
— É um movimento de ajuste global e os emergentes são os que mais sofrem com o movimento que tem desdobramentos intensos — afirma Daniel Cunha, analista da XP Investimentos. — As perspectivas para a moeda brasileira continuam sendo de depreciação. Estamos iniciando uma clara tendência de dólar forte no mundo, não só perante a moeda brasileira, mas perante as moedas globais, principalmente as emergentes.
Nesta terça-feira, uma ação coordenada entre do Banco Central e o Tesouro Nacional conseguiu segurar o avanço da moeda, que fechou em queda de 0,91%, a R$ 2,394 para venda, após seis dias seguidos de alta.
E o Brasil não está sozinho. Desde o começo do ano, o real já acumula desvalorização de 14,66%, abaixo do rand (16,60%). O dólar australiano cai 12,74% no ano e o iene, 10,82%. Apenas três moedas sobem frente ao dólar no ano: o euro (1,70%), a coroa dinamarquesa, 1,73% e a coroa sueca (0,27%).
Apesar de todos os emergentes estarem tentando lidar — sem grande efeito — com os reflexos do câmbio mais alto, a situação mais grave parece ser da Índia, que já levou, além da deterioração econômica, a uma crise política. Desde o começo do ano, a desvalorização da moeda indiana chega a 13%, e os esforços para evitar a depreciação têm se mostrado pouco eficientes.
Entre as cinco maiores desvalorizações até o fechamento do mercado desta terça-feira, em quarto lugar está o peso argentino, que perdeu 12,15% de seu valor, seguido do novo sol peruano (-9,34%).
Efeitos sobre a inflação
Um câmbio mais alto, inevitavelmente, trará consequências à inflação. A variação cambial tende a surtir efeito de forma mais lenta, por exemplo, no preço dos alimentos ou nos transportes quando comparada ao efeito na indústria, pois muitos contratos deste segmento são atrelados em moeda estrangeira. Na última temporada de balanços, mais de 20 grandes empresas brasileiras apresentaram algum resultado menor do que o esperado como consequência direta do dólar mais caro, entre elas Vale, Braskem e Petrobras.
A queda de braço entre a autoridade monetária e o mercado, no entanto, parece estar longe do fim. Com o patamar de R$ 2,40, aumentaram as incertezas sobre o rumo do dólar até o fim do ano e seu impacto sobre a inflação, que acumula alta de 6,27% nos 12 meses até julho, patamar próximo do teto da meta fixada pelo governo. Segundo cálculos do economista-chefe da SLW, Pedro Galdi, cada aumento cambial de 10% gera 0,5% de inflação.
— Este é um componente novo que o governo do Banco Central tenta conter com os swaps praticamente diários. Já a médio prazo, a inflação começará a reduzir, mas o câmbio força o governo a pensar em novas medidas. — afirma o economista.
— Se fosse dizer uma nova banda de câmbio que julgamos mais equilibrada seria algo como R$ 2,40 e R$ 2,50 — analisa Daniel Cunha.
Crise de confiança
O Brasil e outros emergentes deixaram de ser os queridinhos do mercado financeiro. Várias são as razões que explicam a intensa perda do valor da divisa brasileira. Desde a estagnação da economia do país — com alta inflação, baixa produção industrial e medidas nada ortodoxas por parte da equipe econômica do governo que minaram a confiança dos investidores. Porém, o grande nó na encruzilhada são as melhores perspectivas nos Estados Unidos.
Diante do cenário se deteriorando, a expectativa é que os dados do crescimento da economia do país piorem até o fim do ano, na esteira da queda da confiança de consumidores e empresários, dos resultados mais baixos da indústria — da revisão (também para baixo), por exemplo, da usinas de aço — além de juros altos e dólar caro.
Pelos últimos cálculos sobre o crescimento do país divulgados pela autoridade monetária, a economia cresceu 1,13% em junho. É o melhor desempenho desde janeiro. Mesmo assim, frustrou as expectativas dos analistas, e os levou a refazer as projeções para o resultado oficial do PIB, que será divulgado pelo IBGE no começo do 2014.
O banco ABC Brasil aposta que o crescimento do segundo trimestre ficará em 1,1%. A Austin Rating e o banco Mizuho (ex-WestLB) preveem avanço de 0,8%. Já o Itaú Unibanco e a Rosenberg Associados trabalham com expansão de 1% do PIB entre abril e junho.

 100 nessa época, em um ano valeria 1,44, ou seja, teria perdido 98,6% do seu valor", afirma o professor. "Em contrapartida, em 21 anos, o Real ainda preserva algum valor. Isso é uma vitória", diz.

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